domingo, 16 de dezembro de 2007

Rio de Janeiro II

Demolição do Morro Hoje
História do Morro do Castelo
A Cidade do Rio de Janeiro foi construída no Morro do Castelo. Os portugueses tinham o habito de construir seus vilarejos em locais elevados e escolheram entre as quatro colinas existentes o Morro do Castelo. As outras colinas eram o Morro de Santo Antônio, São Bento e da Conceição. Morro do Castelo tinha uma visão privilegiada da Baía de Guanabara o que facilitava a defesa, tinha um terreno cercado por lagoas e manguezais dificultando os ataques. Outra preferência pelos morros era a facilidade de escoamento dos detritos, as chuvas os levava encosta abaixo. Havia cerca de 600 pessoas entre elas os fundadores, jesuítas, índios catequizados, alguns franceses e poucas mulheres, ocupando 184 mil metros quadrados da colina. Que hoje em dia teria seus limites nas ruas São José, Santa Luzia, México e Largo da Misericórdia. O Forte de São Januário foi construído no primeiro ano, a edificação ficava na parte posterior do morro e usaram pedra e óleo de baleia, uma técnica da época. Depois o forte foi batizado de São Sebastião, a forma arquitetônica do Forte se assemelhava a um Castelo e gerou o nome do Morro do Castelo. A igreja de São Sebastião foi à próxima construção sendo à primeira igreja do Rio, sua construção era semelhante a uma fortaleza e possuía duas torres sineiras que eram usadas na vigilância da costa. Muitas outras construções foram feitas como:
  • A Casa de Câmara,
  • A Cadeia,
  • A Igreja e o Colégio dos Jesuítas, que após a expulsão dos jesuítas pelo Marques de Pombal em 1759, o colégio foi transformado no Palácio São Sebastião que passou a ser hospital militar, e em 1877 tornou-se o hospital infantil São Zacarias.
A nobreza carioca desceu a Ladeira da Misericórdia, no século XVI, as dificuldades em morar no morro eram imensas que preferiram sair da segurança que o morro oferecia. Em nome da Coroa Portuguesa o governador-geral distribuiu sesmaria para a elite e eles se estabeleceram na várzea, isso a partir de 1570. Ficaram no morro os menos afortunados que não foram beneficiados com a distribuição de sesmaria. O local se marginalizou e decaiu fazendo os cariocas evitarem a área. Em 1922, o engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal decretou o fim do morro. As famílias que moravam na região foram desalojadas e transferidas para o subúrbio. Diversas foram às justificativas entre elas:
  • A falta de espaço para abrigar a exposição comemorativa do centenário da Independência;
  • O Morro do Castelo prejudicava a ventilação da área central da cidade.
Nenhum carioca foi em defesa da manutenção do Morro do Castelo só Monteiro Lobato, um paulista, que reagiu contra a obra. O governo não acatou a reação e 300 imóveis foram demolidos e 66 mil metros cúbicos de terra retirados, foram transferidos os principais objetos de valor, como o marco inaugural da cidade, pinturas e esculturas do século XVII para vários pontos da cidade. No colégio Santo Inácio estão às imagens do Cristo Crucificado, de João Evangelista e da Virgem Maria, também a Porta Principal da antiga Igreja dos Jesuítas. Na Igreja dos Capuchinhos estão o Marco Inaugural e túmulo de Estácio de Sá. A terra retirada serviu para aterrar diversas áreas, como:
  • Lagoa Rodrigo de Freitas;
  • Área do Jóquei Clube
  • Diversas áreas da Baía de Guanabara.
O governo com essa decisão destruiu o berço da cidade. Texto de Eliana Rocha Fotos da Internet

Rio de Janeiro

A Cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1º de março de 1565 por Estácio de Sá. A criação da cidade tem o objetivo de retomar o território que fora invadido pelos franceses, os quais já estavam instalados há dez anos na área. Na luta para expulsar os franceses Estácio de Sá foi ferido no rosto por uma flecha envenenada morrendo um mês depois, em 20 de fevereiro de 1567. A cidade foi criada na Urca e após a morte de seu fundador foi transferida para o Morro do Castelo o qual oferecia maior segurança para a cidade. Quem promoveu a transferência foi Mem de Sá que nomeia para governador do Rio de Janeiro o seu sobrinho Salvador Correia de Sá, em 1568. Durante quase um século a dinastia Correia de Sá governou o Rio de Janeiro. A Ilha do Governador recebeu esse nome em homenagem ao seu proprietário, o governador Salvador. Os portugueses e os franceses foram atraídos para o Rio de Janeiro pelo lucrativo comércio do pau-brasil, esse comércio e o porto propiciaram o crescimento da população. No século XVIII, com a mineração de Minas Gerais, o porto do Rio de Janeiro passa a importar e exportar. Exporta o minério e importa escravos e produtos diversos. Em 1763 a cidade passa a ser a sede do governo-geral e em 1808 chega à família real, passando o Rio de Janeiro a ser a sede do governo português. Com a independência do Brasil o Rio de Janeiro passa a ser a capital e enriquece com a agricultura canavieira de Campos e com o cultivo do café no Vale do Paraíba, a cidade é o centro político do país. Com a decadência do café no Vale do Paraíba a força política é transferida para São Paulo e Minas Gerais. Com a transferência da capital para Brasília, em 21 de abril de 1960, a cidade do Rio de Janeiro torna-se o Estado da Guanabara, conforme disposições transitórias da Constituição de 1946 e com a Lei 3.752, de 14 de abril de 1960. José Sette Câmara Filho foi o primeiro governador nomeado pelo presidente da República exercendo o cargo até 5 de dezembro de 1960, quando assumiu o cargo o governador eleito Carlos Lacerda. Grande mudança sofreu o Rio de Janeiro no governo de Carlos Lacerda como segue:
  • remoção de favelas para outras regiões, onde foram criadas condições dignas de moradia como a Vila Kennedy e a Cidade de Deus.
  • A abertura do Túnel Rebouças.
  • O alargamento da praia de Copacabana.
  • A construção da maior parte do Aterro do Flamengo, onde foi formado o Parque do Flamengo.
  • Os projetos da Linha Amarela e Vermelha faziam parte do projeto urbanístico do governo Lacerda.
Em 1974 por determinação do então governo militar os Estado da Guanabara e Rio de Janeiro se fundem. O governo militar investe no estado como à construção de Angra I e Angra II, no município de Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero na bacia de Campos, a mais produtiva do país. FATOS INTERESSANTES Os engenhos de cana no Brasil não pagavam impostos, a medida foi tomada por ser o açúcar uma mercadoria preciosa. Antônio Salema infectou com o vírus da varíola os índios Tamoios para tomar suas terras e construir engenhos de açúcar. Salema espalhou pelas terras Tamoios roupas e objetos que pertenceram a pessoas com varíola que chegaram ao Brasil em um navio. A falta de imunização dos índios gerou uma terrível mortandade, uma verdadeira guerra bacteriológica. Sem nenhum esforço Salema construiu o Engenho D’El Rei. Vendeu para o vereador Amorim Soares que foi expulso do Rio de Janeiro, em 1609, com a expulsão vendeu seu engenho para Sebastião Fagundes Varela, este após a compra invadiu os terrenos vizinhos e em onze anos era dono de todas as terras da região. Petronilha, a viúva de Varela, casou-se com Rodrigo de Freitas. Ela tinha 50 anos e ele 18 anos, em sua homenagem Petronilha deu o seu nome a Lagoa. Rodrigo de Freitas morreu em Portugal em 12 de julho de 1748. A Lagoa Rodrigo de Freitas teve vários nomes como segue:
  • Lagoa de Pirágua (água parada)
  • Lagoa Sacopenapan (caminho dos socós)
  • Lagoa Amorim Soares
  • Lagoa Rodrigo de Freitas.
O governo de Antônio Salema promoveu a Guerra de Cabo Frio em 1575, efetuou a composição de um grande exército composto por pessoas de várias localidades incluindo os índios Tupiniquins catequizados. Seguiram por terra e mar para Cabo Frio, pretendiam liquidar o último baluarte da “Confederação dos Tamoios” e acabar com o domínio francês que já duravam vinte anos em Cabo Frio. Efetuado o cerco a fortaleza franco-tamoia se rende. A rendição não impede a carnificina. Foram mortos dois franceses, um inglês e o pajé tupinambás enforcados e 500 guerreiros assassinados. Nos sertões as aldeias foram queimadas e muitos índios mortos ou capturados. Aqueles que conseguiram escapar fugiram para a Serra do Mar e interior de Cabo Frio. A área litorânea que ia de Macaé até Saquarema ficou abandonada e só era habitada esporadicamente pelos Goytacazes que passavam a procura de caça e pesca. Na seqüencia Índios Guaranis, Botocudos e Tupinambas. Texto de Eliana Rocha Pesquisa na Internet Fotos da Internet

Serra Verde Express

FOTOS ANTIGAS
FOTOS RECENTES

Serra Verde Express

Havia necessidade de efetuar a ligação entre as cidades do litoral paranaense a capital do estado para ampliar o desenvolvimento social do litoral, daí o projeto para a construção da ferrovia. Com a construção da ferrovia a ligação do Porto de Paranaguá aos estados do Sul do Brasil traria progresso. Através dessa ligação seria garantido o escoamento da produção de grãos dos estados do Sul impulsionando o desenvolvimento econômico da região.

A pedra fundamental desta majestosa obra foi lançada, oficialmente, em 05 de junho de 1880 na cidade de Paranaguá, onde fica o marco zero do trecho. Apesar da data oficial os trabalhos já estavam em andamento desde fevereiro do mesmo ano.

Nove mil homens participaram da construção e esta levou menos de 5 anos. O salário auferido por esses trabalhadores era entre dois e três mil réis por jornada. A grande maioria vivia em Curitiba ou no litoral. Esse grupo de trabalhadores era composto de imigrantes que trabalhavam na lavoura e mais da metade perdeu suas vidas na construção da ferrovia, as condições de segurança eram péssimas. Mas a ousadia e dedicação desses trabalhadores braçais, engenheiros e outros profissionais deram origem à construção do projeto de engenharia mais fabuloso da história. Onde inúmeros engenheiros europeus à época consideraram a obra impraticável e não acreditavam no sucesso da construção.

Dois engenheiros se consagraram com a obra, foram o comendador Antônio Ferrucci e João Teixeira Soares, obedecendo à diretriz do traçado elaborado por Antônio Pereira Rebouças Filho.

Foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1885 e participaram da primeira viagem engenheiros, autoridades federais e locais, jornalista e outros convidados. A viagem teve duração de nove horas entre Paranaguá e Curitiba. Aguardavam a chegada do trem mais de 5000 pessoas.

A ferrovia é uma verdadeira obra de arte que tem uma extensão de 110 quilômetros incluindo 13 túneis, 30 pontes e vários viadutos de grande vão.

O ponto mais elevado da linha atinge 955 metros sobre o nível do mar e o mais baixo com 4,66, o primeiro fica na entrada do túnel de Roça Nova e o segundo na Estação do Porto D. Pedro II em Paranaguá. Hoje a ferrovia é utilizada para o turismo a empresa mantém esse monumento histórico funcionando e respeitando o meio ambiente, a linda Serra do Mar. Texto de Eliana Rocha Fotos de Eliana e Internet Fontes: Material histórico fornecido pela operadora de turismo da empresa.

Igreja de São Pelegrino de Caxias do Sul

Os imigrantes italianos que chegaram a Caxias do Sul tinham grande devoção a São Pelegrino. Em 20/09/1879 chega à família de Salvador e Ângela Sartori acompanhado dos filhos. A filha Amália se casa com Rafael Buratto e se estabelece na mesma localidade. Rafael recebe do sogro uma imagem de São Pelegrino, de presente, santo a que se habituara a venerar ainda em Treviso, sua terra natal, no local chamado de Ciano. Na sua propriedade separa um espaço e constrói um capitel, que mais tarde é substituído por uma capela para São Pelegrino. É uma capela muito freqüentada pela população e acabou dando origem a uma Igreja monumental que é o templo hoje. A Igreja de São Pelegrino de Caxias do Sul foi inaugurada em 02 de agosto de 1953. A igreja possui pinturas feitas em 1951 por Aldo Locatelli, de Villas D’Almé, Bérgamo, Itália, inicia as pinturas da Igreja com o quadro da Santa Ceia. Ele continua seu trabalho até 1960 com as telas da Via Sacra, que foi inspirada no volume “A Paixão de Cristo Segundo o Cirurgião”, de Pierre Barbet - médico francês que estudou durante 40 anos a crucificação de Cristo. Aldo Daniele Locatelli nasceu em 15 de agosto de 1915 e na própria cidade natal realizou seus estudos. Na igreja tem uma réplica da Pietá, de Michelângelo que foi doada pelo Papa Paulo VI em 20 de maio de 1975, quando da festa de cem anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Suas portas de bronze foram inauguradas em 29 de outubro de 1983 uma obra do escultor Augusto Murer de Falcade, Belluno, Itália. Um dos maiores artistas contemporâneos e foram fundidas pela Metalúrgica Tomé Ltda. de Caxias do Sul. Os temas básicos são o Amor, a Justiça e a Paz, e utiliza como cenário a imigração italiana. Uma igreja que pela própria construção já é uma obra de arte, vale a pena ser visitada. É como se fosse uma galeria de arte. Texto e Fotos de Eliana Rocha Pesquisa na Internet

Solar do Rosário - Curitiba

Um casarão centenário localizado no Centro Histórico de Curitiba construído no século XIX. O espaço foi restaurado e inaugurado em maio de 1992 como um ambiente cultural. O Solar do Rosário fica entre a Igreja da Ordem de São Francisco de Assis e das Chagas e a Igreja do Rosário dos Pretos de São Benedito sendo uma das mais bonitas do conjunto de construções antigas da cidade. Conta com vários vizinhos altivos como a Sociedade Garibaldi que congrega a "buona gente italiana", Fundação Cultural, o sóbrio solar do austríaco Wolff, Memorial de Curitiba, Casa Romário Martins de tradição lusitana e todos os armazéns da memória curitibana. Cartão postal da cidade é uma casa que possui uma arquitetura eclética do século XIX, mescla de estilos como o colonial português, francês e alemão, conta, também, com características neoclássicas. Sintetiza o espírito do Paraná que é um estado acolhedor de todas as etnias. O solar é testemunha da vida curitibana se transformando conforme o tempo. Acolhe forasteiros e é ponto de encontro de curitibanos e em torno da arte e cultura há uma confraternização. O Solar do Rosário pertence à Regina e João Casillo. É uma iniciativa privada em forma associativa e se constitui de um complexo cultural que possui Galeria de Arte, Livraria e Editora, Cursos, Oficina, Antiquário, Molduraria e Restaurante, Casa de Chá e Jardim de Esculturas. Abrem suas portas todos os dias e também aos sábados e domingos. Promove viagens culturais, cede seus espaços para lançamento de livros e eventos de arte, música, teatro, "performances" e arte educação. Informação para a pesquisa em visita ao Solar. Guias especializados orientam os visitantes. Texto e Fotos de Eliana Rocha Pesquisa na Internet

História da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Portugal e Espanha entre os séculos XVI e XVII disputavam a supremacia territorial no Sul da América do Sul. A Colônia de Sacramento, que se localiza na foz do Rio da Prata (Uruguai), foi fundada pelos Portugueses, um local estratégico para controle do comércio de ouro, prata e gado. Para os espanhóis tal ação foi considerada uma invasão dos limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas. O tratado dividia entre os dois países as terras do novo Mundo. Eles reagiram e retomaram a Colônia. Em função das batalhas pela posse das terras os portugueses montaram uma estratégia que lhes desse segurança no sul das novas terras. Iniciaram o processo de fortificação na Ilha de Santa Catarina, lugar propício devido a sua posição estratégica no Sul do Brasil, já que suas baías constituíam verdadeiros portos naturais. Em 1739, o Brigadeiro José da Silva Paes aportou em Nossa Senhora do Desterro para organizar o sistema defensivo. Adotaram a estratégia de “triângulo de fogo” para proteger a entrada da Baía Norte. Escolheram os seguintes pontos: o morro da Ponta Grossa (bem à esquerda de Jurerê Internacional, onde hoje fica o Forte São José da Ponta Grossa), a Ilha de Anhatomirim (sede da Fortaleza de Santa Cruz) e a Ilha de Ratones Grande (local da construção da Fortaleza de Santo Antônio). Na Baía Sul que é mais estreita e tem mar agitado construíram a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Ilha de Araçatuba. Os portugueses utilizaram outra tática importante que foi a ocupação humana, quando houve o incentivo da Coroa Portuguesa e vieram os Açorianos em 1748. Em 1760 novas fortificações foram efetuadas e a região chegou a ter 11 fortes de vários tamanhos. Todo o complexo estratégico não foi o suficiente para evitar a invasão que ocorreu em fevereiro de 1777. Uma esquadra de 100 navios e 12 mil homens, comandada por Dom Pedro Cevallos, fez uma manobra que surpreendeu os portugueses. O Forte São José foi atacado por terra, já que os espanhóis desembarcaram na praia de Canasvieiras. Efetuaram a rendição dos soldados de Portugal rapidamente e tomaram conta das terras. Após o Tratado de Santo Idelfonso a ilha foi devolvida e isto levou um ano. O sistema defensivo ficou desacreditado depois que houve a invasão do Forte São José. Independente da batalha os portugueses chegaram à conclusão que a distância era muito grande e anulava a estratégia do “triângulo de fogo”. Há relatos críticos da época que os navios inimigos poderiam passar no meio da baía e não seriam atingidos, em função da distância e, também, porque os canhões que colocaram nas fortalezas já tinham mais de 200 anos. Estudos estratégicos efetuados hoje têm a teoria que a topografia e condições geográficas da Ilha a tornavam quase indefensável, essa teoria exime a culpa dos portugueses. Os fortes ficaram abandonados por décadas decompondo-se aos poucos pela ação do tempo e pelos saques. Alguns desapareceram sem deixar vestígios, como a de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, o Forte de São Luiz e o de São Francisco Xavier. Um paciente trabalho de restauração recuperou alguns e, hoje, são pontos turísticos que contam com muitas visitas, trazendo divisas para o Estado, entre eles está o Forte de São José. A restauração começou nas últimas duas décadas, e o Forte foi recuperado de acordo com suas características originais, a restauração contou com o apoio do Grupo Habitasul. Após a recuperação, na temporada de 2000, recepcionou mais de 35 mil pessoas. Em uma de suas salas funciona uma oficina de bilro, onde pessoas do local fazem e comercializam o artesanato. Em 1995, foi inaugurada uma exposição arqueológica com utensílios de cozinha encontrados seis anos antes pela equipe do Museu da Universidade Federal de Santa Catarina. A área está sob jurisdição do Exército e é administrada pela UFSC. Texto e Fotos de Eliana Rocha Pesquisa efetuada no local com os guias turísticos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Campos do Jordão

Campos do Jordão Antigo
Período da Cura (1874 - 1940) Campos do Jordão tinha um clima ideal para as pessoas que sofriam de problemas pulmonares. Essas pessoas eram chamadas de “respirantes”. O português Matheus da Costa Pinto, morador de Pindamonhangaba, comprou, em 29 de abril de 1874, terras a beira do rio Imbiri, montou uma pensão e vendinha para “respirantes” e pouso dos forasteiros. Montou escola e uma capela em honra a São Matheus. Fundando, assim, a Vila São Matheus do Imbiri o embrião de Campos do Jordão. O povoado progrediu e transformou-se em vila Velha e mais tarde Vila Jaguaribe, em homenagem ao Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho. Outras vilas foram surgindo: A Vila Abernéssia fundada em 1911 pelo escocês Robert John Reid. O nome Abernéssia é uma montagem de: Aberdeen cidade onde nasceu; Inverness cidade de seu pai na Escócia; ia de Escócia gerando: Aber +ness+ia = Abernéssia. Vila Capivari fundada em 1911 pelos médicos higienistas Marcondes Ribas e Victor Godinho. Em 1922 o Embaixador José Carlos de Macedo Soares comprou as terras dos médicos e fundou a Companhia de Melhoramentos Capivari que edificou a bela vila. Emílio Ribas, Victor Godinho e o empreiteiro Sebastião de Oliveira Damas iniciaram a construção da E. F. Campos do Jordão que une o Vale do Paraíba a Campos do Jordão, por falta de recursos a obra foi paralisada. Em 1915 o Presidente do Estado, Francisco de Paula Rodrigues Alves encampou a Ferrovia, terminando a obra. O município de Campos do Jordão se independeu de São Bento do Sapucaí em 16 de junho de 1934 e detém área de 269 quilômetros quadrados e tem um clima tropical de montanha. Período do Turismo (1940 - 1980) Campos do Jordão fica a 1700 metros de altitude e pesquisas cientificas identificaram que seu clima é superior a Davos Platz, nos Alpes Suíços. O teor oxigenação e pureza do ar é um dos melhores do mundo. Sua temperatura chega a 5 graus negativos no inverno. O acesso ferroviário liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão através da serra, a parada Cacique é onde se encontra o ponto ferroviário mais alto do Brasil. A ferrovia é a única que funciona por sistema de simples aderência, sem cremalheiras. Campos de Jordão a Suíça Brasileira curou muita gente de doenças pulmonares. Oferece sua famosa malharia, chocolate, doces e compotas, resina dos pinheiros e águas minerais, mas continua sendo a capital da saúde do Brasil. Atualmente – 2007 Campos do Jordão moderno e bonito para o turista Cidade muito bonita, realmente a Suíça Brasileira. Uma vegetação exuberante, um clima excelente. A cidade é um mimo, sua arquitetura é fantástica. É uma cidade bem cuidada para receber o seu turista.
Campos do Jordão sem cuidado com a natureza Precisa haver um cuidado, não para o turista, e sim para manutenção da natureza. O progresso é voraz e acaba sempre destruindo. Um dos pontos mais bonitos da cidade o Pico do Itapeva que tem uma vista magnífica está totalmente abandonado. O antigo “camelô” que vendia suas mercadorias em bancas pequenas e desmontáveis não atrapalhava a visão, deslumbrante, do Pico. Integravam-se a paisagem, faziam parte do ponto turístico sem degradar. Hoje, com o progresso, foram construídas lojas, muitas lojas. Se é que se pode chamar de loja, já que parece um amontoado de barracos, uma favelização comercial. Com isso a visão deixou de existir. Esse é o povo depredador. O mirante que havia foi substituído por diversas torres: de telefonia, de televisão, e etc. Aqui o Estado depredador. Para onde foi à linda vista? Para o brejo. O visitante tem que se espremer entre as lojas e cantinhos, que não conseguiram ser ocupado, para ver o lindo e cantado panorama. Progresso associado ao maior defeito desse animal chamado homem que é depredar acaba com tudo. Quem tem a sorte de ver alguma coisa, ainda, tire muitas fotos para mostrar aos seus descendentes como era. Os rios da cidade estão poluídos, não existe mais aquela água límpida e seus peixes. Em toda a parte há plásticos e lixo jogados. Se houver vontade política e união do Estado e população poderão fazer um trabalho para recuperar a exuberância da natureza. A degradação ambiental, ainda, não chegou ao máximo e pode ser recuperado, basta interesse político. Se essa vontade política ocorrer teremos de volta Campos do Jordão em toda sua plenitude. Vamos torcer para que a população e Instituições acordem.
Texto de Eliana Rocha Fotos da Internet e Eliana Rocha Bibliografia: Pedro Paulo Filho – História de Campos do Jordão

Casa Pueblo

Casa Pueblo

Visitar a Casa Pueblo vale à pena, mas vá próximo ao pôr do sol é distante do centro 15 km, em Punta Balena. Propriedade de Carlos Páez Vilaró, artista plástico, escritor, poeta e expedicionário. Com uma história de vida impressionante contada numa sala de vídeo nas dependências inferiores da construção. Que ainda mora no local e permite que os visitantes tomem um caputtino ou outras iguarias na cafeteria, vislumbrar no deck da mesma, que fica no topo de um penhasco, o mar sem fim. Ou até se hospedar no hotel de Casa Pueblo.

O mais impressionante do local além do tamanho foi à fórmula inusitada de seu nascimento, tudo construído de forma artesanal a partir de um quartinho, quase um barraco, em 1958, construído com latas e mais tarde revestido com ripas de madeiras que vinham de navios naufragados. Até chegar a uma construção a base de cimento e cal com pintura branca para dar o contraste com o céu do mar. Toda a Casa Pueblo possui um ar de história, política e cultura, levando até nosso Vinícius de Moraes a morar com Vilaró cerca de três anos.

Informações colhidas no local.