sábado, 6 de novembro de 2010

Cidade de Parati

Parati

A cidade de Parati é muito especial. Uma cidade em que o tempo parou, mas parou só na aparência, tem um aspecto de filme de ficção. Seus casarios, suas ruas nos transportam para o passado, não qualquer passado, mas o nosso, a nossa história. Um espaço em que, ainda, podemos ver como nosso país foi forjado. E não bastando essa viagem à moda colonizadora, temos a beleza das praias, da floresta, da montanha, da fauna e flora, que nos faz perder o fôlego.

Uma cidade de povo simpático e afável, povo que preserva os costumes e os seus monumentos, com orgulho de fazer parte desse universo. Passear pelas suas ruas, coberta com pedras pé-de-moleque, é um convite a imaginação, como se estivéssemos a passear ao lado das personagens da nossa história, que por lá passaram. Uma aventura maravilhosa.

História de Parati

Parati, na língua tupi-guarani, significa o nome de um peixe da família da tainha, comum na região, e muito apreciado pelos índios.

Antes da chegada dos colonizadores a região era habitada pelos Guaianás que viviam da caça, da pesca, da agricultura de subsistência e coleta

Os colonizadores chegaram à região da baía da Ilha Grande em 1502 durante a segunda expedição ao Brasil.

Os portugueses distribuíam as terras da colônia por meio da doação de sesmaria, a sesmaria era um instituto jurídico português, criado pela Lei das Sesmarias em 1375, que regulamentava a doação de terra para produção, onde o donatário recebia uma porção de terra e tinha a obrigação de colonizá-la no prazo de cinco anos, sob pena de perdê-la.

Parati pertencia à capitania de São Vicente e a doação de sesmaria era feita a colonos da própria capitania. Em 1593 foi doada nas proximidades do rio Parati-Mirim a primeira sesmaria em Parati.

No entanto é possível que antes da doação da sesmaria já existisse um povoado no local. Vários indícios nos levam a crer nessa teoria como:

  • A passagem, em 1563, do padre Anchieta em visita as aldeias de Iperoig (Ubatuba) e Araribá (Angra dos Reis), visita com intuito de idealizar um tratado de paz entre os portugueses e os índios Tamoios (ou Tupinambás);
  • Em 1573 o Governador Salema envia uma expedição de mercenário que percorrem de Cabo Frio até Parati em busca de índios Tamoios, fugidos da Guerra de Cabo Frio, para escravizar ou exterminar;
  • Em 1596 o Governador do Rio de Janeiro Salvador Correa de Sá envia uma expedição comandada pelo seu filho Martim Correa de Sá, ao interior do Brasil, em busca de metais preciosos e índios tamoios, eles utilizaram a trilha feita pelos guaianases.

Em 16 de agosto de 1630 chega a Parati João Pimenta de Carvalho, que era Capitão-Mor e procurador da Condessa de Vimieiro, donatária da Capitania de São Vicente, o mesmo possuía poderes para doar sesmarias.

Segundo alguns registros históricos no dia 16 de agosto de 1630, data em que chegou a Parati, João Pimenta de Carvalho fundou um povoado onde hoje é o Morro do Forte e construiu uma capela em homenagem a São Roque.

Em 1624 autorizou uma doação de sesmaria em Parati - Mirim em nome de Fernando Loredo Coronel e Diogo Bermudes e em 1630 doou uma sesmaria para sua filha, Maria Jácome de Melo. A sesmaria de sua filha contava com légua e meia, tendo o rio Perequê-Açu ao centro, local que futuramente Parati se expandiria.

Maria Jácome de Melo doou parte de suas terras para a construção de um novo povoado, a área localizada entre os rios Perequê-Açu e Patitiba (atual Mateus Nunes). Ao doar as terras impôs duas condições: a construção de uma capela ao santo de sua devoção (Nossa Senhora dos Remédios) e respeito aos índios guaianases que viviam ou passavam pela região.

Em 1646 foi construída a Igreja Nossa Senhora dos Remédios e o pequeno povoado cresceu em sua volta.

Parati pertenceu ao município de Angra dos Reis até 28 de fevereiro de 1667, quando o Rei D. Affonso VI, através de carta régia eleva o povoado à condição de vila com o nome de Villa de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. O aniversário da vila passou a ser comemorado nesta. Nessa época a população da vila era de aproximadamente 3000 pessoas.

Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais a vida de Parati sofre uma grande transformação. A construção da Estrada Real, utilizando uma antiga trilha indígena, que ligava a cidade de Parati a Ouro Preto, para escoamento do ouro, diamantes e outras mercadorias, transformando o porto de Parati que passa a ter grande importância, já que as riquezas trazidas das Minas eram escoadas para o Rio de Janeiro pelo porto de Parati.

Esse intenso fluxo de riquezas transforma Parati em um grande mercado de negociação de ouro, circulando, assim, um grande volume de riqueza, que as autoridades da metrópole instalaram uma repartição oficial responsável por registrar e cobrar os impostos na cidade, essa medida é tomada pela coroa para tentar impedir o contrabando.

A Estrada Real (Ouro Preto/Parati) era denominada de Caminho Velho e foi aberto pelos Bandeirantes paulistas, por volta de 1630, que adentraram por Minas Gerais em busca de ouro e pedras preciosas. Com a descoberta de ouro na Vila Rica (atual Ouro Preto) o transporte do ouro era feito em lombo de mulas até Parati e seguia de navio até o Rio de Janeiro. A estrada era constituída de trilhas muito longas e de difícil trânsito, facilitando assim a ação dos bandidos e ladrões de cargas. Era uma viagem que levava, aproximadamente, 75 dias.

A Estrada Real tinha esse nome por ser uma estrada oficial, e foi construída por ordem da coroa portuguesa, para o transporte, obrigatório, de produtos, pessoas e animais, dessa forma a coroa possuía mais controle para a cobrança dos impostos. As penas para quem se desviasse da Estrada Real eram muito duras.

Por ser um caminho muito demorado e perigoso a Coroa determina a abertura de outra estrada, chamada de Caminho Novo, e a partir de 1710, fica proibido o transporte pela estrada de Parati. Essa medida traz sérios problemas para a vila.

O cultivo da cana-de-açúcar e a produção de aguardente, a partir do século XVII, traz para Parati um grande movimento e em 1820 a Vila contava com 250 engenhos e 150 destilarias. A produção era tão elevada que a expressão "Parati" passou a ser um sinônimo de cachaça, a produção era artesanal e perdura até hoje.

Com a cultura do café a estrada foi retomada e passa a ser utilizada para o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba.

A proibição ao tráfico de escravos, decretada pelo regente Padre Diogo Feijó, faz com que o desembarque de africanos, uma atividade ilegal, passe a ser feito em Parati, onde o antigo Caminho do Ouro é utilizado para levar os escravos ao seu destino.

A vila de Parati é elevada a condição de cidade pelo Decreto Lei de 1844, do Imperador Pedro II do Brasil.

Com a construção da ferrovia Barra do Piraí (1864) o escoamento do café do Vale do Paraíba passa a ser feito por ela e com isso Parati é condenada, de novo, ao ostracismo, gerando uma grande decadência.

Em 1954 a reabertura da estrada (Parati – Cunha) atrai para cidade o interesse turístico, já que ela apresenta uma riqueza natural imensa e conta com seu, bem preservado, patrimônio histórico. Sendo Parati redescoberta. Esse conjunto que engloba a natureza com a história a transforma em um pólo turístico sem precedentes. E a sua maior expansão se dá com a construção da rodovia Rio – Santos (BR 101) em 1973.

Esse grande interesse pela cidade e seu patrimônio faz com que seu conjunto histórico seja tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN), em 1958.

Segundo a UNESCO, Parati possui o conjunto arquitetônico mais harmonioso do século XVIII do Brasil. São mais de 400 construções baixas ou assobradadas em torno de monumentos civis, religiosos e militares. Seu traçado urbano definitivo foi estabelecido a partir de 1726, segundo moldes da então moderna engenharia militar, com ruas mais largas e planta baixa em forma de leque ou meia-lua.

Deve ser mencionada, também, a influência da Maçonaria na engenharia e arquitetura, quer através dos símbolos maçônicos estampados à frente de muitos sobrados, nas esquinas, onde três cunhais (colunas) em cantaria (pedra lavrada) que formam um hipotético triângulo, símbolo maçônico por excelência.

Parati, hoje, vive do turismo e oferece uma boa estrutura de hotéis e pousadas, além de eventos e passeios para todos os gostos. Conta, também, com excelentes restaurantes, que prezam as tradições culinárias, trazendo pratos saborosos para os paladares mais exigentes. Tudo isso que Parati oferece é acompanhado com um ar de "túnel do tempo" embalado pela beleza de sua mata e seu mar.

Eliana Rocha

domingo, 18 de janeiro de 2009

Palácio Quitandinha

O Palácio Quitandinha foi construído em 1944 por Joaquim Rolla. O monumental Palácio seria o maior cassino hotel da América Latina, sua arquitetura externa é normando-francês acompanhando o estilo presente em Petrópolis e internamente seu estilo é o rococó.

Possui 50 mil metros quadrados e seis andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. A cúpula do Salão Mauá é a segunda maior cúpula do mundo possuindo 30m de altura e 50m de diâmetro.

Em sua construção foi usada uma grande quantidade de areia da praia de Copacabana. O lago em toda a extensão de sua imponente fachada possui o formato do mapa do Brasil e foi construído como único suporte viável no caso de um inesperado incêndio.

Passaram por seus salões estrelas do porte de Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner e Henry Fonda. E políticos como Getúlio Vargas e Evita Perón. Nas suas dependências ocorreu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos ao eixo (história), durante a Segunda Guerra Mundial. Realizou-se também, em 1957, a 16ª Conferência Mundial de Bandeirantes, que contou com representantes de 23 países Associados à WAGGGS (Word Association of Girl Guides and Girl Scouts)

Em 30 de maio de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra decretou a proibição do jogo no Brasil e o Quitandinha não conseguiu sobreviver apenas como hotel por muito tempo.

Seus apartamentos foram vendidos por Joaquim Rolla a partir de 1963, fazendo ali um dos maiores clubes do mundo que lucrou muito com o aumento da economia brasileira nos anos 70 no Brasil, embora não tenha conseguido se manter por vender muitos títulos de sócios remido e assim perdeu o lucro que ganhava por mês.

Desde então, a parte onde era os apartamentos se tornou um condomínio de luxo em Petrópolis visto como o condomínio mais luxuoso de Petrópolis tirando Itaipava. A parte social é utilizada para congressos, eventos, shows e feiras.

No final de 2007, essa área foi comprada pelo SESC RJ, que pretende fazer uma grande estrutura com boliches e patinações no gelo aquecendo o mercado imobiliário em Petrópolis em até 250%%, o fim das obras que inclui, também, o maior planetário das Américas no projeto está previsto para acabar no final de 2010.

domingo, 6 de julho de 2008

Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé

Os Carmelitas ao chegarem ao Rio de Janeiro, no final do século XVI, receberam como doação uma pequena capela que era dedicada a Nossa Senhora do Ó. Construíram ao lado desta capela o Convento do Carmo. Na metade do século XVIII no lugar da capela foi construída uma igreja. A sua construção foi realizada por Mestre Manuel Alves Setúbal e durou quinze anos. Em 22 de julho de 1770 ocorreu a sagração da nova Igreja. O entalhe do interior foi uma obra posterior que começou 15 anos após a sagração, obra do mestre Inácio Ferreira Pinto.

A Família Real Portuguesa e sua Corte chegaram ao Rio de Janeiro em 1808. Foram alojados no Paço dos Vice-Reis (atual Paço Imperial) que era próximo a Capela e D. João VI a designou como nova Capela Real Portuguesa e, depois como Catedral do Rio de Janeiro. Condição que manteve até 1977, quando foi inaugurada a nova Catedral Metropolitana, na Av. Chile.

Após a morte de D. Maria I, em 20 de março de 1816, a Capela Real, foi palco da sagração de D. João VI como Rei de Portugal. Nela casaram o príncipe D. Pedro, futuro imperador do Brasil, com d. Leopoldina de Áustria, no dia 06 de novembro de 1817.

Com a Independência do Brasil, a Igreja do Carmo passou a ser a Capela Imperial e sediou as cerimônias de sagração dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, bem como o casamento da Princesa Isabel com Gastão de Orléans, o Conde D'Eu, em 15 de outubro de 1864.

Foi construído um passadiço elevado que conectou os dois edifícios e permaneceu até 1890.

Por determinação do Cardeal Arcoverde, a torre foi reconstruída em 1905 e, em 1910, construiu-se o frontispício voltado para a Rua Sete de Setembro. Estas obras afastaram o conjunto das suas linhas originais.

Em 1976, quando a nova catedral do Rio de Janeiro foi concluída, a Igreja do Carmo perdeu a sua condição de catedral, sendo a partir daí chamada a Antiga Sé.

Por volta de 1900 a fachada e a torre foram muito alteradas; apenas o primeiro andar da fachada, com os três portais em estilo pombalino lisboeta, é ainda original. A estátua em um nicho da fachada representa o santo padroeiro da cidade, São Sebastião.

A iluminação do interior é feita por uma série de lunetas no teto e ornamentadas por elegantes molduras douradas. Nas paredes laterais da nave, no alto, há uma série de tribunas com telas ovais contendo pinturas dos Apóstolos, de autoria do pintor colonial José Leandro de Carvalho. As novas reformas não fizeram muitas alterações no interior da igreja.

A torre, reconstruída entre 1905 e 1913 pelo arquiteto italiano Rafael Rebecchi, é encimada por uma estátua, em bronze, de Nossa Senhora da Conceição.

Uma lápide, no corredor lateral que dá acesso à sacristia, assinala que ali se encontram depositados, desde 1903, em uma urna de chumbo, parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil, que jazem na Igreja de Santa Maria da Graça em Santarém, Portugal.

De: Eliana Rocha

terça-feira, 20 de maio de 2008

Cidade de Cabo Frio - RJ

De acordo com os estudos arqueológicos a ocupação humana na região dos lagos teve início há mais ou menos 6.000 anos com um pequeno grupo de famílias nômades que chegaram pelo mar, em canoas, instalando-se no Morro dos Índios. Esse grupo possuía tecnologia rudimentar e sua economia era baseada na coleta, pesca e caça. O molusco era utilizado como alimentação e adorno, mas a escassez dos recursos fez com que o grupo abandonasse o local.

Estudos, também, mostram que os índios tupinambas chegaram a região há mais de 1500 anos e sua adaptação se mostrou muito eficaz. Sua economia era baseada na caça, coleta e principalmente na pesca. Esses aborígenes possuíam uma tecnologia mais eficaz, já que conheciam a cerâmica e a plantação de mandioca.

Os portugueses chegaram a Cabo Frio em 1503 sob o comando de Américo Vespúcio, e construíram uma fortaleza-feitoria com 24 pessoas que deveriam explorar o pau-brasil abundante na margem continental da Lagoa. O estabelecimento foi destruído pelos índios tupinambas devido a grandes desavenças.

Os franceses traficavam o pau-brasil e outras mercadorias com os índios na costa brasileira desde 1504. Em 1540 Portugal reforçou o policiamento naval pela costa brasileira, mas o policiamento era mais intenso pelo nordeste. Obrigando os franceses a virem para o sudeste onde fundaram, no Rio de Janeiro a França Antártica com Villegaignon e estenderam seu domínio até Cabo Frio com o apoio dos índios Tamoios.

O domínio franco-tamoio já durava mais de 20 anos quando o governador do Rio de Janeiro Antônio Salema, em 1575, reuniu grande exército e vai em direção a região dos lagos para retomar Cabo Frio.

Retoma a fortaleza franco-tamoio enforca dois franceses, um inglês e o pajé e os 500 guerreiros são assassinados. As tropas de Salemo adentraram o sertão queimando aldeias e matam mais de 10.000 índios, e os que não fugiram foram aprisionados e escravizados. Os fugitivos se refugiaram na Serra do Mar.

Com esse genocídio contra os aborígenes a região de Cabo Frio ficou abandonada, sendo utilizada como passagem pelos índios goytacases.

Entre 1576 e 1580 o porto de Araruama passou a ser freqüentado pelos navios franceses, ingleses e holandeses em busca do pau-brasil.

O Rei Filipe III, da Espanha, enviou ordens para o governador do Rio de Janeiro Constantino Menelau para que criassem na região uma povoação com 400 homens brancos e índios catequizados.

Esse grupo fundou a cidade de Santa Helena do Cabo Frio, em 13 de novembro de 1615, que é a sétima mais antiga do Brasil.

Em 1616 foi nomeado um rico fazendeiro da região Estevão Gomes como Capitão-mor de Cabo Frio que transferiu a povoação para o atual bairro da Passagem, e passou a se chamar de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio.

Nessa época teve início a construção do Forte São Mateus sendo concluída sua obra em 1620.

Nesse período houve uma farta distribuição de terras a pessoas influentes formando os latifúndios.

A pesca e a exploração das salinas naturais são as atividades principais dos habitantes da cidade e a criação de gado era praticada nos latifúndios.

Pesquisa efetuada no local com os guias e na Internet

Fotos de Eliana Rocha

Casa Charitas em Cabo Frio

Charitas

A casa foi construída em 1837 e recebeu o nome de Charitas ou Casa de Caridade por abrigar crianças abandonadas. Nessa época era muito freqüente o abandono de crianças filhas de escravos e índios. A casa possuía uma roda na entrada que era o mecanismo usado para recolher as crianças e, por esse motivo ficou conhecida como Casa da Roda.

Além de ter funcionado como orfanato, foi abrigo nos tempos da Segunda Guerra mundial, fórum, biblioteca municipal e sede da Secretaria Municipal de Cultura.

Hoje, a Casa Charitas abriga a exposição de José Dome, artista plástico que viveu muitos anos na cidade.

Uma casa voltada, hoje, para a cultura promove constantemente seminários, oficinas, palestras, apresentaçao de música, dança e teatro.

Também são oferecidos cursos de piano, inglês, desenho, pintura entre outras a preços populares.

O pátio dos fundos da Casa Charitas abriga outro tesouro histórico da cidade: o Pelourinho, do ano de 1660. Trata-se de uma coluna de pedra onde eram afixados os editais da Câmara e onde eram expostas os criminosos à espera do castigo.

É uma casa que diariamente apresenta um grande número de visitantes.

A Casa Charitas fica na Avenida Assunção, no Centro da cidade, e está aberto à visitação de segunda a sexta, das 8h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados o horário de funcionamento é das 14h às 20h.

Pesquisa efetuada no local com o guia turístico

Fotos de Eliana Rocha

sábado, 17 de maio de 2008

Cidade de Florianópolis

Período pré-colonial

Os primeiro homem a habitar a Ilha de Santa Catarina foram caçadores, coletores e se alimentavam de moluscos, uma cultura pré-indigena, conforme verificado no sambaqui da regiao.

Sambaqui é o lixo acumulado e calcificado e que trazem informações sobre a população pré-indígena.

Os Tupis-guaranis divididos em várias tribos e aldeias ocuparam a maior parte da área litorânea. Há uma tese que eles teriam vindo da região que hoje é o Paraguai. Os europeus os chamaram de Carijó.

Os índios tupis-guaranis conheciam a agricultura, eram sedentários e tinham na pesca a atividade básica para sua subsistência. Quando os europeus chegaram foram recebidos com curiosidade e não houve manifestação hostil. Foram aprisionados e vendidos como escravos.

Alguns nomes que permanecem até hoje: Pirajubaé, Itaguaçu, Anhatomirim foram os índios que deram as regiões. Meiembipe (lugar acima do rio) e Yurerê-mirim (bem pequena) eram denominações que os índios davam para as suas terras. A exterminação das tribos se deu no século XVII, e os motivos foram à escravidão e a fraca resistência as doenças trazidas pelos europeus, como: gripe, sarampo, varíola, tuberculose, etc.

Primeiros colonizadores

Muitos desertores de expedições marítimas se instalaram em Florianópolis e começaram a colonização. Mas a fundação ocorreu em 1675, neste ano chegou o bandeirante Francisco Dias Velho que impulsionou o surgimento da cidade. Com ele veio sua esposa, três filhas, dois filhos, outra família, dois padres da Companhia de Jesus e mais de 500 índios domesticados.

Natural de São Paulo era um desbravador de muita coragem já que as terras eram cobiçadas por piratas de várias nacionalidades. Ao chegar construiu a pequena igreja onde hoje está a Catedral de Florianópolis, contando com a proteção de Santa Catarina. Após a construção da igreja começou a construção de casas e iniciou o plantio de novas culturas.

Dias Velho defendia suas terras ferrenhamente e este foi o ponto crucial para o seu fim trágico. Robert Lewis comandava o navio pirata que vinha do Peru e atracou em Canavieiras com um carregamento de prata em seus porões. Dias Velho e seus homens expulsaram os corsários e ficaram com o carregamento do navio. Após um ano Lewis retornou e recuperou sua carga e vingou-se de Dias Velhos, violando as três filhas virgens do fundador e o matando. Após o infortúnio a família do bandeirante e todos os acompanhantes retornaram a São Paulo.

Após o ataque pirata a Ilha ficou abandonada por alguns anos. Os portugueses preocupavam-se com a falta de povoamento o que trazia risco para os seus domínios. O povoado de Florianópolis não passava de 27 casas e o nome da localidade era Nossa Senhora do Desterro em 1714 foi elevada a categoria de freguesia e em 1726 a de vila foi nessa época que alguns paulistas tiveram autorização para ocupar a região. O Governo Português incentivou os açorianos a virem para a região com a promessa de terras e isso ocorreu aproximadamente 20 anos mais tarde.

Açorianos

Para viabilizar essa colonização a Coroa Portuguesa criou a Capitania Subalterna de Santa Catarina em 1738 e esta passou a ser vinculada ao Rio de Janeiro. Entre 1747 e 1756 a ocupação da ilha foi impulsionada com o desembarque dos primeiros imigrantes que se instalaram na rua próxima a igreja, hoje Rua dos Ilhéus em sua homenagem. Vieram em torno de cinco mil imigrantes açorianos para colonizar a ilha e o litoral catarinense. Vários motivos impulsionaram os açorianos a imigrarem para o Brasil entre eles: os constantes abalos sísmicos em suas ilhas no Arquipélago dos Açores, em Portugal; a superpopulação e a promessa de terras pelo governo Português.

A ilha tinha uma acesso ao interior difícil o que obrigou o centro urbano a se desenvolver junto à parte, mas próxima do continente. A primeira atividade desenvolvida era a agricultura de subsistência e a mandioca era uma cultura preferida.

Os militares eram a classe mais poderosa e em função de sua presença no Porto de Desterro houve a necessidade de importar roupas, alimentos e objetos de consumo. Perto do porto surgiu um pequeno centro comercial para venda de alimentos e produtos artesanais feitos pelos moradores.

Autorização para caça as baleias

O litoral da ilha era constantemente visitado por baleias e na segunda metade do século XVIII a Coroa Portuguesa deu autorização para sua caça. Em nada alterou a região a caça a baleia já que todos os produtos eram enviados para Portugal. Os insumos necessários para abastecer os baleeiros é que trouxeram representatividade econômica ao Porto do Desterro. Com a fuga das baleias, a substituição do óleo animal por querosene e depois petróleo fez com que a atividade declinasse.

A partir do século XIX os militares perdem o poder na região e surge uma nova classe poderosa que são os comerciantes que, também, na maioria das vezes eram donos de embarcações que faziam o transporte entre o litoral catarinense.

Florianópolis hoje

Com aproximadamente 400 mil habitantes, esse número triplica no verão, uma capital voltada para o turismo.

Sua economia se baseia no turismo, comércio e serviços, tendo, também, a indústria de transformação.

O turismo é um gerador de divisas através de estabelecimentos como: hotéis, agências de viagens, restaurantes, bares, camping e, ainda, estimula a economia informal através de alugueis de casas, vendedores ambulantes e organização de passeios de barco pelos pescadores.

Vários municípios que compõem a Grande Florianópolis têm uma produção de hortifrutigranjeiros que abastece o mercado da capital. Nas áreas de cultivo em larga escala temos o arroz, cana e a banana.

Temos em Florianópolis uma qualidade de vida invejável. Em Jererê as casas não possuem muros delimitando as propriedades. É uma linda cidade.

Fonte de pesquisa:

Informação dada pelos guias turísticos.

www.guiafloripa.com.br

Fotos: Eliana Rocha

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Cidade de Porto Alegre

Nos primórdios Porto Alegre era habitada pelos nativos Tapes, Minuano e Guaianás.

O Tratado de Tordesilhas que foi estabelecido em 1494 não incluía o Rio Grande do Sul ao território português

Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 e seu domínio terminava na altura de Laguna, em Santa Catarina. O Rio Grande do Sul segundo o Tratado era um território espanhol.

Com a União Ibérica (1580 a 1640) não havia mais razão para os limites serem mantidos o que levou muitos desbravadores a se instalarem na região Com a independência de Portugal em 1640 existia na região muitas estâncias portuguesas. Uma pequena colônia de imigrantes açoriana deu origem a Porto Alegre, na Sesmaria de Santana que pertencia a Jerônimo Ornelas se estabeleceram na Ponta de

Pedra em 1752. Após a chegada dos imigrantes o local recebeu o nome de Porto dos Casais, e em 18 de janeiro de 1773 muda para Madre de Deus de Porto Alegre.

A nova cidade passa a ser a capital da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O Governador José Marcelino transfere a Câmara Municipal de Viamão para Porto Alegre. A cidade é o centro administrativo e militar. São construídas paliçadas de madeira em torno da cidade e suas ruas são estreitas formando um labirinto, seu projeto tem um caráter defensivo. A capital cresce e é instalada a primeira alfândega do Rio Grande do Sul, em 1804, por determinação da Coroa Portuguesa.

Apesar da prosperidade ela só passou a ser vila em 1809 e cidade em 1822.

No início do século XIX era uma cidade que apoiava as forças portuguesas instaladas no Delta do Jacuí, que desbravavam o interior do Rio Grande do Sul. A cidade contava com um centro comercial, administrativo, militar e serviço de estaleiro. As embarcações portuguesas abasteciam-se com víveres e utilizavam os estaleiros para pequenos reparos em suas naus.

A cidade tem um grande desenvolvimento entre 1822 e 1835 nesta época são construídos os grandes casarões coloniais portugueses.

O Rio Grande do Sul passa a ser palco de uma guerra com caráter libertário, em 1835. Vários grupos descontentes como: os Veteranos das campanhas das Guerras da Prata, Guarda Nacional e outros que se organizaram em milícia deram origem a revolução que foi chamada mais tarde de Farroupilhas.

Em 20 de setembro de 1835 Porto Alegre é invadido por tropas rebeldes, apesar de ser uma cidade fortificada. Retomada pelos Imperiais em 1836 a cidade sofre três cercos até o ano de 1838. A resistência dos Imperialistas aos cercos garantiu o título a cidade de "Mui Leal e Valorosa".

Em 1845 a cidade começa a crescer e cria o primeiro Mercado Público que organizava o comércio nas áreas centrais. Uma época afortunada que coincide com a chegada dos primeiros imigrantes alemães e italianos. Eles instalam restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos outros estabelecimentos comerciais.

Entre 1865 a 1870 ocorre a Guerra do Paraguai e por ser a cidade mais próxima da área de operação recebe dinheiro do governo central, serviço de telégrafo, novos estaleiros, quartéis e a área portuária é melhorada para dar apoio às tropas.

Com o fim da Guerra do Paraguai o Império do Brasil entra em uma crise político-administrativa perdendo o controle sobre as comunidades de escravos. O governo municipal, em 1884, liberta os cativos da cidade.

Os primeiros governos republicanos do Rio Grande do Sul eram adeptos da filosofia de Augusto Comte e marcaram a capital gaucha. Eles tinham a credibilidade em uma sociedade comandada pela ditadura presidencialista, e que deveriam ser homens sábios e íntegros. Prédios públicos construídos e ornados com estátuas que demonstravam o positivismo. O espaço urbano era uma preocupação desses políticos e várias melhorias são implantadas transformando o aspecto colonial da cidade. As áreas centrais recebem saneamento e os cortiços e prédios mal conservados do centro são destruídos. Esses governos trouxeram a eletricidade, iluminação publica, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, faculdades, hospitais, ambulâncias, telefonia, indústrias e o rádio.

Na década de 40 a cidade é um centro administrativo, comercial, industrial e financeiro do estado.

Com a vinda dos automóveis é efetuada uma ampliação das malhas viárias da cidade. Avenidas são abertas como: Farrapos, Borges de Medeiros e a Salgado Filho e outras são pavimentados a exemplo de Azenha e a João Pessoa.

Porto Alegre é uma cidade que conta com muitas obras arquitetônicas, monumentos, esculturas e em todas vemos uma diversidade de traços que mostra as varias épocas. Uma cidade bem estruturada e com um sistema viário bem elaborado.

Pesquisa efetuada na cidade e no site abaixo.

http://www.riogrande.com.br/municipios/palegre2.htm

De: Eliana Rocha

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Guaratiba - Barra de Guaratiba - Pedra de Guaratiba

    Guaratiba é uma palavra originada do Tupi que significa local onde tem muitas garças, esse nome foi dado pelas tupinambas. Ainda hoje vemos muitas garças brancas pelos manguezais da região.

    Consta nos registros pertencentes a matriz de São Salvador do Mundo da Freguesia de Guaratiba que a partir de 1579 começou a ocupação da região de Barra de Guaratiba. Manoel Velloso Espinha, que lutou ao lado de Estácio de Sá contra os franceses e Tamoios, requereu a Coroa portuguesa a doação de uma sesmaria situada ao norte da Ilha de Marambaia da Barra e Guaratiba-Aitinga e o Rei de Portugal cedeu com instruções para povoar a região. No contrato efetuado com a Coroa ele teria três anos para povoar, não pagaria nenhum tributo a Coroa, só o dízimo, já que este era devido a Deus e pago a igreja. Guaratiba passa a ser povoada por brancos europeus a partir desse acordo.

    Em 1750 o donatário era Dom Fradique de Quevedo Rondon e doou parte das terras para a Matriz da Freguesia de Guaratiba.

Desembarque de Invasores

    O guaratibano Almir de Carvalho em anotações demonstra que há fortes indícios de que foi em Barra de Guaratiba que os invasores franceses desembarcaram em 1710, quando o corsário Dolera percebeu que não poderia vencer a barreira de fogo da Fortaleza de Santa Cruz, para penetrar na Baía de Guanabara. Há, ainda, fortes indícios, de que a restinga de Marambaia foi utilizada como local de concentração do tráfico negreiro do século XVIII.

Pedra de Guaratiba

    A denominação "Pedra de Guaratiba" teve sua origem na partilha das terras da região de Barra de Guaratiba pelos herdeiros do seu primeiro donatário, o português Manoel Velloso Espinha.

    Após a morte do pai os filhos em comum acordo dividem a terra, Jerônimo Velloso Cubas fica com a parte norte e Manoel Espinha Filho com a parte leste. O rio Piraquê era o marco divisório.

    Como Jerônimo Velloso Cubas não possuía herdeiro foi forçado, pela lei, a doar sua parte a província Carmelitana Fluminense uma congregação religiosa. A congregação ao tomar posse das terras constrói diversas benfeitorias tais como: igreja, noviciado e um engenho.

    O engenho possuía um imenso canavial e gerava uma grande produção de açúcar e rapadura trazendo um rápido desenvolvimento para a região, que hoje é Pedra de Guaratiba.

    Hoje é uma grande produtora de pescado e hospeda a fundação Xuxa Meneghel. Conta com um linda igreja para Nossa Senhora do Desterro que é a mais antiga da cidade, construída a beira-mar. Tem uma interessante paisagem e conta com uma grande variedade de bares e restaurantes especializados em frutos do mar.

Barra de Guaratiba

    Barra de Guaratiba é um dos mais belos e encantadores recantos da região. Ao chegar vemos as pontes que ligam à Restinga da Marambaia, a frente temos o morro da Espia e abaixo temos uma pequena praia a banhar o pé do morro.

    Com o mar agitado os surfistas aproveitam para pegar as ondas e tubos que se formam. Já com o mar calmo temos na enseada varias embarcações ancoradas.

    O ir e vir das canoas e barcos que saem e chegam é um espetáculo deslumbrante e para completar temos um povo hospitaleiro.

 

Pesquisa na Internet.

Eliana Rocha

Cidade de São Leopoldo

A cidade de São Leopoldo foi fundada em 1824 e é considerada o berço da colonização alemã no Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a São Leopoldo em 25/07/1924.

Eles foram instalados na Feitoria até que recebessem seus lotes coloniais. O Governo do Estado batizou o núcleo de imigrantes de Colônia Alemã de São Leopoldo. Aos poucos, outros imigrantes ocuparam os vales do Rio dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando progresso através da dedicação ao trabalho, o que possibilitou que a colônia Alemã se emancipasse de Porto Alegre. Concorreu para este fato serem os alemães, além de agricultor e artesão. Resultando daí a variada produção que originou o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos.

Em homenagem a estes imigrantes, o dia 25 de julho é um grande feriado municipal. Com a comemoração, São Leopoldo busca resgatar a memória e a variada contribuição dos alemães ao nosso Estado.

Além de 25 de julho (Dia de São Cristóvão e Dia da Imigração Alemã), de acordo com a lei municipal nº 5262/2003, também é feriado oficial em São Leopoldo 8 de dezembro (Dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade).

O turista pode visitar os pontos turísticos e religiosos, servir-se da gastronomia, conhecer o artesanato e divertir-se na noite leopoldense. São Leopoldo conta ainda com uma das maiores universidades particular do Brasil, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Texto Eliana Rocha

Pesquisa: Internet no Site da cidade

https://www.saoleopoldo.rs.gov.br

Caxias do Sul

Caxias do Sul era uma região percorrida por tropeiros e ocupada por índios e era chamada "Campo dos Bugres".

A ocupação por imigrantes italianos, em sua maioria camponesa da região do Vêneto ( Itália ), deu-se a partir de 1875, localizando-se em Nova Milano. Estes por sua vez, buscavam um lugar melhor para viver. Receberam auxílio do governo, ferramentas, alimentação e sementes, que foi reembolsado aos cofres públicos.

Dois anos após, a sede da colônia do Campo dos Bugres recebeu a denominação de Colônia de Caxias. No dia 20 de junho de 1890 foi então criado o Município, e a 24 de agosto do mesmo ano, foi efetivada a sua instalação. Vários ciclos econômicos marcaram a evolução do Município ao longo deste século. O primeiro deles está ligado ao traço mais forte da sua identidade: O Cultivo da Videira e a Produção de Vinho. Num primeiro momento, para consumo próprio, e mais adiante para comercialização.

Caxias foi elevada a categoria de cidade no dia 1º de junho de 1910 e neste mesmo dia chegava o primeiro trem, ligando a região à Capital do Estado. Os Imigrantes eram agricultores, porém, muitos deles possuíam outras profissões. Instalaram-se na região, urbanizando-a e dando início a um acelerado processo industrial.

Na zona rural instala-se a agricultura de subsistência que se concentra na produção de uva, trigo e milho, começando a industrialização em nível doméstico. Todo o excedente era comercializado. No início, a uva e o trigo. Com o correr do tempo, a diversificação da indústria caseira para, juntamente com o processo humano da colônia, a ampliação do leque de manufaturados. Das pequenas oficinas caseiras, as grandes indústrias hoje, internacionalmente conhecidas.

Em 1976, é criada a Universidade de Caxias do Sul, núcleo da cultura sistematizada.

Hoje Caxias do Sul é um pólo centralizador da região mais diversificada do Brasil, com seus laboriosos colonos, seus vastos parreirais, suas vinícolas, seu variado parque industrial e um comércio rico e dinâmico.

Junto com os imigrantes, outras etnias partilharam desse caminho. Aconteceram a miscigenação e a aculturação. Cantos e linguagem, hábitos e tradições se aproximaram. Ao lado do lastro cultural itálico, convive a bela tradição gaúcha. O churrasco e o vinho, a polenta, o galeto, as macarronadas, ao som de belas letras trazidas da longínqua Itália e de outras já produzidas na terra de cá dão matizes, sonorização e sabores especiais à culinária típica desta Metrópole. É a fartura do Sul aliada ao sabor especial do tempero italiano.

A Festa da Uva começou em 1931. Vinhos, uvas, frio e neve, aliados ao clima europeu destas montanhas, com muita gente bonita, comida farta, hospitalidade e muitos atrativos.

Casa de Pedra

Foi construída em 1878 pela família Lucchese e transformada em museu em 1974. Ao longo de sua existência serviu de residência, albergue, sede de clube e depósito.

Em seu interior podemos encontrar objetos, utensílios e móveis usados pelos imigrantes na época da colonização. Feita de pedras irregulares rejuntadas com barro e madeira trabalhada.

Monumento ao Imigrante

Símbolo de Caxias do Sul, o Monumento ao Imigrante está localizado na BR 116 - Km 150, no bairro Petrópolis. As estátuas medem 4,5m de altura e é uma obra do escultor Antônio Caringi. O casal lembra a época de 1875, quando chegaram os pioneiros da imigração italiana na região. O Monumento Nacional ao Imigrante retrata o heroísmo, o espírito de luta e o trabalho destes colonizadores.

Basílica de Santo Antônio de Bolonha

A Catedral de Caxias começou a ser construída em 1895, inspirada na Basílica de Santo Antônio de Bolonha, Itália. O interior do templo guarda os reflexos multicoloridos de 18 vitrais confeccionados na Alemanha. O altar-mor, feito em madeira pelo escultor Francisco Meneguzzo, completa a magnitude da matriz. Do lado de fora, as grandes escadarias do templo e a Casa Canônica, edificada em 1918, formam um belo conjunto arquitetônico. A catedral integra o cenário não menos elaborado da Praça Dante Alighieri, com seus monumentos e pisos desenhados na forma de grandes cachos de uva.

Réplica da primeira cidade

Inaugurado no dia 14 de outubro de 1995, tornou-se ponto obrigatório para os turistas que visitam Caxias. Considerado um dos três melhores espetáculos do gênero do mundo, o Som & Luz está localizado num lugar privilegiado junto à Réplica que serve de cenário para contar a saga da imigração italiana.

Pesquisa efetuada no local.

De: Eliana Rocha

terça-feira, 13 de maio de 2008

Punta Del Este

Punta del Este é uma cidade do Uruguai localizada no departamento de Maldonado, é o balneário mais famoso do País e da América Latina. Oferece praias oceânicas e do Rio de La Plata.

O balneário é conhecido por ser freqüentado por artistas e milionários do planeta, atraindo mais de 300 mil turistas no verão.

Possui uma escultura de uma mão gigante que parece sair da areia chamando a atenção de qualquer visitante.

Além das praias, os destaques de Punta Del Este são a gastronomia, apresenta uma grande variedade de restaurantes, onde a "parrillada" (carne e vísceras animais grelhadas de maneira típica) pode ser saboreada, conta, também, com os cassinos e as lojas de grifes famosas.

História

No início, Punta Del Este era um paraíso indígena, que posteriormente se tornou um povoado de pescadores. Seu primeiro nome foi Villa Ituzaingí, mas em 1907 seu nome passou a ser Punta Del Este. A cidade foi fundada em 1829 por Dom Francisco Aguillar, o primeiro a explorar os recursos da zona, desenvolvendo já algumas indústrias. Com o tempo, as obras públicas foram moldando a cidade com escolas, igrejas e infra-estrutura básica.

Em 1907, existia em Punta Del Este uma pequena população, o Hotel Risso, a capitania, o Chlaet de Suárez e 50 casas, sendo este o ano que surgiram os primeiros veranistas a bordo do vapor Golondrina - um grupo de famílias argentinas e montevideanas convidadas pelo município.

Economia

O eixo vital da economia de Punta Del Este é o turismo, tanto pelos recursos trazidos diretamente pelos turistas uruguaios, argentinos, paraguaios e brasileiros como pelo efeito multiplicador em outras atividades econômicas. Esse centro de férias das elites latinas atrai entre 400.000 e 600.000 pessoas todos os anos, de forma que a cidade conta com uma imponente infra-estrutura de arranha-céus e hotéis 5 estrelas. Entre as atividades disponíveis na cidade, podemos encontrar desfiles de moda, torneios desportivos, além de uma infinidade de esportes que incluem o surfe, a vela, MotoCross, kite surfing, windsurfing, hipismo, etc. Além disso, a cidade conta com uma intensa vida noturna - com pubs, discotecas, clubes noturnos, cinemas, teatros e casas de concerto.

A cidade sediou a Conferência do Conselho Econômico e Social Interamericano em Agosto de 1961, durante o qual foi preparado o documento que deu origem à carta da Aliança Para o Progresso. Além disso, Punta Del Este também sediou a reunião de ministros da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962, aquela que impôs restrições a Cuba. Em 1967, os presidentes das Américas se reuniram na cidade para formular programas de assistência econômica para os países da América Latina

Pontos turísticos e históricos da cidade

Para conhecer todos os pontos interessantes da cidade é necessário pelo menos dois dias segue os pontos que devem ser visitados:

  • Atlântida e Piriápolis com excursão ao Cerro San Antonio (Morro Santo Antônio), Rambla de los Argentinos (Orla Marítima dos Argentinos).
  • Visita a Casapueblo a famosíssima casa escultura do artista uruguaio Carlos Paez Vilaró.
  • Os bairros residenciais como Beverly Hill, San Rafael, Cantegril, Golf.
  • A curiosa ponte ondulante de "La Barra" de Maldonado, um pitoresco lugar de moda nas últimas temporadas.
  • Praias Bravas e Mansas, percorrendo também o micro-centro da Península.
  • Para passear pela Av. Gorlero principal avenida.
  • Península, o Farol, o Porto, a praça.

Informações cedidas pelos guias turísticos e colhidas nos locais visitados.

De: Eliana Rocha

domingo, 6 de abril de 2008

CIDADE DE NOVA PETRÓPOLIS

As encostas íngremes contornando os planaltos e os morros lembravam a terra natal dos imigrantes. A densa cobertura vegetal da região, sua abundância em araucárias e outras madeiras faziam antever a fertilidade do solo. Os rios Caí e Cadeia serviam de vias de escoamento da produção, viabilizando economicamente a exploração e a produção agrícola. Mas a encosta da serra gaúcha também tinha sua importância estratégica. Sua ocupação poderia integrar definitivamente as ricas Vacarias de Cima da Serra aos mercados da região metropolitana. Das estâncias serranas as grandes manadas seriam tropeadas através da nova colônia, e os comboios de mulos, com suas bruacas carregadas com queijos serranos, maçãs e outros produtos locais, poderiam descer tranquilamente as encostas da Serra e encontrar mercados certos no sul. A Colônia Provincial de Nova Petrópolis foi cuidadosamente planejada, com suas terras divididas em lotes, com aproximadamente 50 hectares. De 10 em 10 quilômetros criaram-se pequenos núcleos para dar apoio. No centro implantou-se a sede colonial, hoje cidade de Nova Petrópolis. As indagações feitas quanto às origens do nome da Colônia levam à conclusão de que se tratava de uma homenagem ao jovem imperador D. Pedro II, cuja popularidade era muito grande naquela época. "Petrópolis = Cidade de Pedro" e "Nova Petrópolis" foi uma analogia à cidade imperial de "Petrópolis", no Rio de Janeiro, cuja topografia é semelhante à da nova colônia. A tradição local refere-se a uma hipotética viagem de D. Pedro II à região e a seu deslumbramento pelas belezas das paisagens locais. Os imigrantes que aqui chegaram, em sua imensa maioria, eram alemães, oriundos da Renânia (Hunsrück), da Pomerânia, Saxônia, Baviera, Prússia e Boêmia. Da Polônia, então pertencente à Rússia, veio um contingente; também da França e Holanda de onde chegaram alguns imigrantes isolados. Durante muitos anos levas e levas de imigrantes foram chegando à Colônia Provincial de Nova Petrópolis, carregados de sonhos e ilusões. O isolamento desviou muitas famílias para outras regiões, e as grandes dificuldades abateram o ânimo de muita gente que abandonou suas terras. A maioria, porém, ficou firme e venceu a todos os desafios, construindo neste recanto da Serra Gaúcha uma nova Pátria para si e para os seus filhos. A construção da BR-116 em 1939/40 e seu asfaltamento nos anos 50, bem como a construção da RS-235 e seu asfaltamento imediato, marcaram a transformação definitiva do que era a antiga Colônia Provincial de Nova Petrópolis. Nos anos 50 amadureceram diversos projetos que marcariam profundamente a região. O primeiro deles foi à iniciativa pioneira de criar um curso ginasial em plena zona rural: o Ginásio Bom Pastor. O próprio município de Caí incentivou, de início, a emancipação de seu 3o. Distrito. A lei que reconheceu a emancipação de Nova Petrópolis foi assinada em 15 de dezembro de 1954. Em 28 de fevereiro de 1955 ocorreu a instalação do município. A eletrificação rural deu um impulso a grande parte do município. Abriram-se também novas estradas rurais procurando ligar todas as comunidades entre si. A urbanização também não foi descuidada, criou-se o Plano Diretor, que fixou as formas do desenvolvimento da sede municipal. Em 1958, quando a comunidade inteira comemorou o Primeiro Centenário da Colonização de Nova Petrópolis, o Município já apresentava as características que haveriam de destacá-lo futuramente no contexto das comunidades gaúchas.

Parque Aldeia do Imigrante

Inaugurado oficialmente em 12 de janeiro de 1985, junto ao centro de Nova Petrópolis, constitui uma Área de aproximadamente 10 hectares. Logo à entrada do Parque foi erguida uma "Aldeia Bávara" com os seguintes elementos arquitetônicos: "Pórtico de Entrada", lojas de malhas, artesanato e produtos coloniais, "Salão de Baile", Quiosque para apresentação do rico folclore da região e o "Biergarten" (Jardim da Cerveja). Estes prédios foram construídos para as tradicionais Festas do Município. No coração do Parque, a reconstrução de antigos prédios históricos constituem a "Aldeia Histórica", demonstrando a estrutura e funcionamento de uma aldeia de Imigrantes entre os anos de 1875 e 1910.

Pesquisa efetuada no local.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Aniversário de Jesus

O aniversário de Jesus era festejado em 06 de janeiro, essa data foi usada até o século IV. Hoje a Igreja Ortodoxa Armênia, ainda, comemora o nascimento de Cristo (Natal) nesta data.

No ano de 336 a igreja já era reconhecida pelos romanos e o Imperador Constantino adotou a data de 25 de dezembro para festejar o nascimento de Cristo. O dia 06 de janeiro passou a ser a data em que os reis Magos visitaram Jesus.

Essa mudança nas datas foi uma estratégia para difundir a fé cristã entre os pagãos.

As datas eram consagradas em diversas religiões pagas e esse artifício auxiliou a Igreja Católica a angariar um maior numero de fiéis.

 

De Eliana Rocha com base no texto de Bruno Vieira Feijó

 

Michelangelo e a Capela Sistina

 

O conjunto de afrescos que compõem a mais bela obra da história foi feito por Michelangelo. Porém, o artista não gostou do convite, pois achava o ofício de pintor inferior e não aceitou de imediato o convite do Papa Júlio II para pintar o teto da Capela Sistina.

O artista toma tal atitude, também, diante da "volta" que a igreja aplica em Michelangelo, ele foi contratado para construir o túmulo do papa. Em função de tal atribuição ficou em Carrara oito meses cavando mármore e enviando para Roma ao retornar para iniciar a tarefa descobre que Bramante (outro escultor) é quem vai executar a tarefa. O escultor, com toda razão, fica irado e cheio de dívidas.

O famoso conjunto de afrescos pintados por Michelangelo levou dois anos para ser iniciado e ainda a contra gosto do artista. O convite é interpretado como uma ofensa, após dois anos a Igreja obriga o escultor a iniciar o trabalho.

Havia boatos que os inimigos do escultor haviam convencido o Papa a obrigar-lhe a fazer a pintura achando que ele fracassaria.

Michelangelo diante de tal desafio resolve mostrar ao Papa e ao mundo do que era capaz e realmente o fez.

A pintura foi executada por ele sem auxiliar, os auxiliares eram utilizados para a ampliação dos originais, limpeza de pincéis, montagem dos andaimes.

De tantas intrigas surge uma das mais belas obras.

 

Resumo baseado no texto de Sérgio Miranda

domingo, 16 de dezembro de 2007

A Triste Saga do Monroe

Interessante seria que as informações deste relato fossem objeto de séria matéria jornalística, para elucidar a verdadeira razão da demolição do Palácio Monroe e o destino das obras de artes que ali existiam. Vejam as fotos do Palácio Monroe, nos site abaixo e, depois, leiam o texto:

Fotos Nadia

A Triste Saga do Monroe

Ao contrário do que se pensa, Palácio Monroe não foi demolido por causa do Metrô Por Roberto Tumminelli (1)

O Palácio Monroe era um marco visual na entrada do Centro do Rio. Até hoje a história da criminosa demolição do Palácio Monroe é cercada por uma lenda. Por meio desta breve crônica, vou expor o histórico e a verdadeira causa de sua demolição. Você verá como uma história fantasiosa perdura por muitos anos entre os cariocas encobrindo um dos maiores crimes contra a história do Rio de Janeiro e do Brasil.

O Palácio Monroe foi construído originalmente nos Estados Unidos pelo governo brasileiro, que participava das comemorações do centenário de aniversário de integração do Estado de Louisiana (EUA). A arquitetura do Monroe causou impacto perante a todos os presentes à comemoração. A imprensa americana chegou a ressaltar seu estilo e suas linhas. Por fim, foi merecedor do prêmio de melhor arquitetura da época: o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Seu projetista foi o Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar. Sua estrutura, toda metálica, permitiu que fosse desmontado e depois remontado em solo brasileiro.

O Palácio foi reerguido no fim da Rua do Passeio onde havia um velho casario.

Em estilo eclético, marcou pelo rompimento do uso da arquitetura portuguesa no Brasil.

O Monroe foi entregue aos cariocas e ao Brasil em 1906 por ocasião da Terceira Conferencia Pan Americana, sediada nele. Durante a abertura da Conferência, o mestre de cerimônias, Barão do Rio Banco, batizou o então Pavilhão Brasil de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte americano James Monroe, idealizador do Pan Americanismo.

Além dessa conferência, o Monroe foi palco de vários eventos, tais como 'o 4º Congresso Médico latino Americano e o Congresso Internacional de Jurisconsultos.

O edifício foi sede também do Ministério da Viação e, em 1925, foi transformado em sede do Senado Federal. Após a inauguração e transferência da capital federal do Rio para Brasília, o Monroe deixou de abrigar o Senado Federal e passou a sediar o Estado Maior das Forças Armadas.

Em 1964, os militares derrubaram o então presidente da República, João Goulart, e tomaram o poder, transformando o Brasil numa ditadura. Com isso, o atestado de óbito do Monroe estava começando a ser assinado. O requinte apresentado no interior do edifício: balaustrada de mármore e lustres de cristal

O Metrô chega à cidade

Com a vinda do metrô, foi projetado um desvio que 'passaria ao lado do Monroe, para evitar sua demolição. O desvio chegou a 'ser iniciado. O sonho de haver um sistema metroviário no Rio é antigo, porém só em 1966 se abriu uma frente de estudos para a inicialização da viabilidade das obras.

A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro foi criada em 1968.

O primeiro canteiro de obras se deu na Glória em 1970, mas as obras ficaram paralisadas entre 1971 e 1974. Em 1975, as obras foram retomadas e seguiram em direção ao Centro da Cidade. A estação seguinte à da Glória seria a Cinelândia.

No 'meio do traçado dos trilhos estava o Palácio Monroe. O que fazer com ele?

O intuito do Metrô sempre foi preservar prédios de importância histórica que estivessem próximos ao traçado dos trilhos, como o Teatro Municipal e 'a Câmara de Vereadores, mas o Monroe estava bem no meio do traçado. A solução foi fazer uma modificação no desenho original da linha. Um desvio que passaria ao lado do Monroe, para que fosse poupada a sua demolição.

Decidida essa etapa e estudada a obra, pôs-se em pratica a construção do desvio. Por causa do terreno e da proximidade das fundações do Monroe foi empregada uma moderna tecnologia para que tudo corresse bem. O escoramento do terreno foi feito com cuidado para que não houvesse perigo dele ceder e por em risco o Monroe. As fundações do Palácio eram verificadas duas vezes ao dia.

As obras continuavam e o tombamento do Monroe (pedido em 1970) não saía. No entanto, continuava a batalha para a sua preservação. A escadaria de mármore da entrada do Palácio foi desmontada por uma equipe de técnicos vinda especialmente da Itália e guardada no interior do Palácio. A retirada da escada era necessária, pois coincidia com as paredes da vala a ser aberta.

A escavação da vala, colocação das contenções necessárias, entre outras medidas, resultaram no sucesso da operação e, no final, o Palácio não havia sido abalado em nada.

A feitura de tal empreitada e seu sucesso foram alvo de matérias em revistas especializadas.

Da parte do Metrô o Monroe estava salvo. No entanto, aproveitando-se da sua obra, o então Presidente da República, Ernesto Geisel, autorizou o Patrimônio da União a providenciar sua demolição em 1976.

A obra e os esforços haviam sido em vão para a frustração e tristeza daqueles que preservaram o Monroe e que tiveram um exaustivo trabalho que foi completamente ignorado e também para a tristeza de muitos cariocas que viram ruir um pedaço da história da cidade e do Brasil.

Trabalho esse que é ignorado por muitos cariocas e inclusive jornalistas, que no mínimo deveriam ter a obrigação de saber que o Monroe foi poupado pelo progresso, mas que continuam insistindo em publicar a historia que o Metrô foi o culpado pela demolição do Palácio.

Enquanto o Metrô desviava o trajeto da linha para poupar o Palácio Monroe de sua demolição, três figuras muito conhecidas dos brasileiro pediam ferrenhamente a sua demolição.

Eis seus nomes:

General Ernesto Geisel: Quarto presidente militar desde o Golpe de 64. Empossado pelo Colégio Eleitoral em 1974. Nutria um ferrenho horror pelo filho do Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, projetista do Palácio Monroe. A raiva que Geisel sentia dele foi originada quando o filho de Souza Aguiar foi promovido no Exército em detrimento de Geisel. Por puro ódio e vingança, Geisel aproveitou seu poder de Presidente da República e simplesmente autorizou a demolição do Monroe, acabando com o premiado projeto do pai de seu inimigo. O Monroe começa a ser demolido em janeiro de 1976.

Roberto Marinho: Jornalista. Chefe das Organizações Globo. É de conhecimento público o apoio dado por Marinho aos militares desde a época do Golpe. Aproveitando a grande circulação do Jornal O Globo, fez uma enorme campanha a favor da demolição do Monroe aproveitando-se da obra do Metrô. Quase que diariamente O Globo publicava editoriais exigindo o desaparecimento do Palácio. Fica claro que esse apoio aos militares visava sempre ter os benefícios que o governo federal podia proporcionar.

No último editorial publicado pelo Globo podia-se ler as seguintes palavras:

"Por decisão do Presidente da Republica, o Patrimônio da União já está autorizado a providenciar a demolição do Palácio Monroe. Foi, portanto, vitoriosa a campanha desse jornal que há muito se empenhava no desaparecimento do monstrengo arquitetônico da Cinelândia. (...) O Monroe não tinha qualquer função e sua sobrevivência era condenada por todas as regras de urbanismo e de estética. Em seu lugar o Rio ganhará mais uma praça. Que essa boa noticia que coincide com o fim das obras de superfície do metrô da Cinelândia seja mais um estimulo à remodelação de toda essa área de presença tão marcante na historia do Rio de Janeiro".

Lúcio Costa: Arquiteto.

Defendia também a demolição do Monroe.

Costa defendia ferrenhamente a demolição de qualquer prédio que não apresentasse o modernismo brasileiro (de que ele foi expoente). Qualquer outro estilo se dependesse dele, seria alvo das marretas. Não importasse o estilo, art noveau, art decó, eclético. Para ele só deveriam ser preservados o colonial, o barroco português e o modernismo.

Costa chegou ao cúmulo de passar abaixo-assinados em associações de arquitetos para endossar a demolição do Monroe. Foi mal visto na época por seus colegas que nunca o perdoaram por esse gesto criminoso.

Os outros dois personagens citados acima aproveitaram dessa opinião de Costa e puseram em frente à operação de demolição do Monroe, sob a capa da legalidade.

Do lado oposto à demolição estavam arquitetos, o CREA, o Jornal do Brasil, o Juiz Federal Dr. Evandro Gueiros Leite (que sugeriu que o Monroe sediasse o Tribunal Federal de Recursos, que estava sem sede), o Serviço Nacional do Teatro, a Fundação Estadual dos Museus, a Secretaria Estadual de Educação, e várias outros entidades importantes e principalmente o povo carioca.

A Demolição

Os famosos leões de mármore foram levados para o Instituto Ricardo Brennand em Recife.

Depois de aprovada pelo Presidente General Ernesto Geisel, a demolição do premiado Palácio começou entre janeiro e março de 1976. Aos poucos, um importante pedaço da história de nosso país começava a virar pó, pedra e escombros.

A empresa que foi contratada para demolir o Monroe pagou apenas CR$ 191 Mil (cento e noventa e um mil cruzeiros) com direito de venda de todo o material. Com a venda do bronze e ferro do Monroe ela faturou CR$ 9 Milhões. Tudo foi vendido: vitrais, lustres de cristal, pinturas valiosas, estátuas de mármore de Carrara e bronze, móveis em jacarandá a balaustrada de mármore. Havia uma escada de ferro em caracol que foi vendida pela pechincha de CR$ 5, 00 (cinco cruzeiros), o metro. Sem contar muitas outras peças.

Grande parte do piso, com mais de 2000 metros quadrados, foi para o Japão. Tudo por causa do tipo de madeira: peroba do campo. Seis dos dezoito anjos de bronze foram parar na fazenda de Luiz Carlos Branco em Uberaba, além de alguns balcões de mármore e vitrais. Os leões que ficavam na escadaria na entrada do Monroe hoje estão no Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco.

Terminada a demolição o terreno ficou vazio. As obras da Estação Cinelândia do Metrô continuavam. A partir daí, o Metrô tornou-se, erroneamente, o grande vilão de toda essa historia. E até hoje grande parte dos cariocas atribui a ele a demolição do Monroe. Cabe a nós fazer um trabalho de formiga e divulgar entre todos que conhecemos a verdadeira historia do fim do Palácio Monroe.

Os algozes do Monroe ficaram felizes e com certeza dormiram tranqüilamente pouco se importando com o ocorrido e com as pessoas que tentavam salvar o Palácio.

O Monroe não existia mais. Em seu lugar surgiu uma praça. Nela hoje está um belo chafariz que foi originalmente posto na Praça XV. Depois passou para a Praça Onze e terminou no lugar do Monroe pouco tempo depois da sua demolição. Chafariz belíssimo comprado na Áustria pelo Governo Imperial em 1878. Em homenagem ao Palácio é chamado de Chafariz do Monroe.

O atual Prefeito do Rio, Cesar Maia, lançou a idéia de reconstrução do Monroe. Ficou engavetada. Em 2002, durante a construção do estacionamento subterrâneo que se localiza debaixo da praça onde ele ficava operários encontraram uma caixa metálica contendo vários objetos relativos à construção do Monroe, entre esses objetos estavam uma pedra do Palácio e uma edição especial do Jornal do Brasil. Esse material foi entregue à Biblioteca Nacional. Esse foi o triste fim do Palácio Monroe. Destruído única e exclusivamente pelo sentimento de ódio e vingança de um homem, apoiado pela mídia mafiosa e manipuladora e pela idéia tresloucada de que o Monroe devia desaparecer por não ser um representante da arquitetura brasileira. O respeito pela história de um país, pelo esforço de quem o projetou do suor dos operários que o construíram e pelos apelos de inúmeras pessoas sensatas não foi sequer considerado.

Três homens puderam, pelo poder (mesmo que temporário), pisotear tudo e todos. O que resta agora são fotos, memórias, lembranças e lágrimas.

O vazio deixado pela demolição do Monroe

Então, toda vez que você estiver chegando ou saindo da Estação Cinelândia (em direção à Zona Sul) preste atenção na ligeira curva que o trem faz e lembre-se dessa frase publicada num manifesto contra a demolição: “... restará aos usuários do Metrô perceberem que, onde foi o Monroe, haverá uma misteriosa curva..."

Ubatuba - São Paulo

História de Ubatuba

O nome Ubatuba é de origem tupi-guarani e pode significar “sítio das canoas ou das canas” segundo Teodoso Sampaio.

Estudos da arqueóloga Dorath P. Uchoa efetuados nos sítios do Tenório e ilha do Mar Virado, no Saco da Ribeira comprovam que Ubatuba teve uma população de caçador-coletores antes do início da era crista. Os vestígios encontrados demonstram que eles andavam em bandos percorrendo as praias em busca de alimento marítimo para complementar a sua alimentação. Os objetos encontrados nos sítios estão no Museu da Fundart, em Ubatuba.

Os índios Tupinambás chamavam Ubatuba de Iperoig, que significa Rio das Perobas.

Em Ubatuba ocorreu uma batalha diplomática que foi decisiva para o futuro do Brasil. Tupinambás, franceses e portugueses disputavam à costa brasileira. Villegaignon com o apoio do rei da França Henrique II partiu do porto de Havre, e chegou ao Brasil em novembro de 1555, entrou pela baía de Guanabara, a intenção era instalar uma colônia francesa.

As relações dos franceses com os tupinambás eram amistosas e praticavam o escambo. Os franceses instigavam os tupinambás a lutar contra os portugueses. Os franceses se uniram aos índios com o intuito de garantir a instalação da colônia francesa em terras brasileiras.

Os índios hostilizavam os portugueses, pois eles queriam escravizá-los. E para lutarem contra os portugueses os índios tupinambás, comandados pelo chefe Cunhambebe, formaram uma aliança unindo tribos da costa entre Bertioga e Cabo Frio. Outros chefes, também, se uniram como Guaratinguaçu, Pindubuçu, Aimberê, Panabuçu, todos do Vale do Paraíba.

Após a aliança dos índios e a união destes aos franceses os portugueses tiveram que iniciar uma luta diplomática difícil e longa. Os escolhidos para a missão foram os jesuítas Manoel de Nóbrega e José de Anchieta que conseguiram após muito tempo de negociação a vitória.

A paz se consolidou com a construção da Igreja que foi ordenada por Cunhambebe e a assinatura do tratado de Paz de Iperoig em 14 de setembro de 1563 entre índios e portugueses.

Após o tratado de paz celebrado com os tupinambás os portugueses expulsaram os franceses e fundaram a cidade do Rio de Janeiro em 1567.

O fundador de Ubatuba foi um nobre dos Açores, Jordão Homem da Costa que chegou em 28 de outubro de 1637 quando criou o povoado. A seguir vieram Gonçalo Correa de Sá, Salvador Correa de Sá, Arthur de Sá, Belchior Cerqueira, Miguel Pires de Isasa, Antonio de Lucena, Inocêncio de Unhate e Miguel Gonçalves.

Nesta época os colonos ganhavam sesmarias e o compromisso com o Governo Português era o de defender as terras.

Com a chegada dos colonos os índios aos poucos foram expulsos e se refugiaram nas florestas para viverem livres, já que sempre foram perseguidos.

A cidade recém fundada prosperou com as fazendas. No centro urbano surgiram pequenas indústrias voltadas para atender o campo como: engenhos de açúcar, serrarias, fornos de olaria, estaleiros e embarcações.

O decreto do presidente da província de São Paulo, em 1787, determinou que toda embarcação usasse o Porto de Santos, já que os preços eram mais baratos. A partir desse decreto Ubatuba começou um processo de decadência, os fazendeiros abandonaram suas plantações e os que ficaram plantavam para a própria subsistência.

Com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil D. João abriu os portos brasileiros ao comércio estrangeiro e beneficiou o porto de Ubatuba, a abertura dos portos brasileiros ao estrangeiro foi uma imposição da Inglaterra.

O progresso voltou à cidade ressurgindo os cultivos da cana, fumo e cereais. Com isso o Porto de Ubatuba intensificou o seu movimento passando a ser o primeiro lugar no litoral norte.

A construção da estrada que ligava Ubatuba ao Vale do Paraíba pela serra via Taubaté, auxiliou esse crescimento, já que o escoamento dos produtos levava menos tempo.

Vários casarões e sobrados faziam parte da arquitetura da cidade, porém em nome do progresso todos foram demolidos permanecendo só o Casarão do Porto, antiga residência e armazém de Manoel Baltazar Fortes; hoje sede da FUNDART - Fundação de Arte e Cultura.

O apogeu de Ubatuba ocorreu durante o Império até o início da República. A construção da estrada de ferro D. Pedro II entre o Rio de Janeiro e São Paulo resultaram na transferência das exportações para o porto de Santos, o que trouxe nova crise para a cidade.

O Banco de Taubaté e uma Companhia Construtora tentaram efetuar a construção de uma ferrovia entre Taubaté e Ubatuba, porém o Presidente Floriano Peixoto suspendeu a garantia de juros sobre o valor do material já importado o que provocou a falência do Banco de Taubaté e da Companhia Construtora.

Sem a perspectiva de construção da estrada de ferro Ubatuba decaiu sua população diminuiu. A estrada que ligava Taubaté a Ubatuba com a decadência da cidade e sumiu no meio da mata. O acesso a Ubatuba se dava por um navio que passava de dez em dez dias, a precariedade de transporte transformou Ubatuba em uma cidade isolada. Não havia estrada terrestre ao longo do litoral, e toda a comunicação era feita através de canoas. A falta de acesso fez a tentativa de atrair colonos europeus fracassar.

A energia chegou em 1969 depois da instalação da Petrobrás em São Sebastião.

O isolamento de Ubatuba só beneficiou a sua beleza natural que permaneceu intacta e hoje ela pode oferecer um litoral com praias lindas. O litoral vasto fez com que a cidade investisse no turismo. Ubatuba tem uma excelente infra-estrutura turística, uma ampla oferta gastronômica e oferece uma noite bem movimentada. Seu comércio é bom atendendo as necessidades turísticas.

Hoje o turismo é a maior fonte de renda do Município de Ubatuba. O turismo Ecológico-Ambiental, de Aventura e Cultural, estão sendo praticado já que Ubatuba possui um vasto Patrimônio Natural e Histórico-Cultural: fauna e flora da Mata Atlântica, mais de 80 praias (Continente e Ilhas), cachoeiras, ruínas de antigas fazendas, antigas construções no centro do Município, sua História e sua Cultura Popular, além do Patrimônio Humano: caiçaras quilombolas e índios Guaranis.

Caiçara

Na entrada da cidade tem uma estátua em homenagem ao Caiçara. Caiçara palavra de origem tupi e se refere aos habitantes das zonas litorâneas. Esse termo é muito utilizado nos estados de São Paulo, Paraná e sul do Rio de Janeiro.

No início era utilizado para indicar o indivíduo que vivia da pesca de subsistência, mas como tempo se estendeu e passou a designar os moradores de zonas costeiras.

Da miscigenação de brancos de origem portuguesa e indígenas que começou a ocorre a no século XVI surgiram às comunidades caiçaras. De Eliana Rocha

Bibliografia: Folclore Brasileiro / Nilza B. Megale - Petrópolis: Editora Vozes, 1999. Brasil, Histórias, Costumes e Lendas / Alceu Maynard Araújo - São Paulo: Editora três, 2000. Site da Prefeitura de Ubatuba http://www.ubatuba.sp.gov.br/